SERVIÇOS

EXAME DE MORMO
 

O Mormo ou lamparão é uma doença infecto-contagiosa dos equídeos, causada pelo Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, pneumonia, etc. Os animais contraem o mormo pelo contato com material infectante do doente: pús; secreção nasal; urina ou fezes.

SINTOMAS

 Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispnéia.

CONTAMINAÇÃO

 Acontece pelo contato com material infectante (pus, secreção nasal, urina ou fezes). O agente penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado.

TRATAMENTO

O controle da doença faz parte do programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE) estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Todo o procedimento de coleta, realização do exame e emissão de resultados só pode ser desenvolvida conforme a legislação.

O exame de MORMO é realizado através da Técnica de Fixação de Complemento. Quando o resultado for POSITIVO o laboratório irá encaminhar imediatamente o laudo ao órgão Fiscalizador de Defesa Sanitária Animal. Os animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova complementar de maleina, sendo realizada e interpretada por um veterinário do serviço oficial.

EXAME DE ANEMIA
 

A anemia infecciosa equina (AIE) é uma afecção cosmopolita dos equídeos, causada por um RNA vírus do gênero Lentivirus, da família Retrovírus. O vírus, uma vez instalado no organismo do animal, nele permanece por toda a vida mesmo quando não manifestar sintomas. É uma doença essencialmente crônica, embora possa se apresentar em fases hiperaguda, aguda e subaguda.

SINTOMAS

 Os cavalos infectados podem apresentar febre de 40 a 41, 1° C, hemorragias puntiformes embaixo da língua, anemia, inchaço no abdômen, redução ou perda de apetite, depressão e hemorragia nasal. A doença afeta também os asininos (jumentos e jumentas) e muares (burros e mulas).

CONTAMINAÇÃO

 A transmissão ocorre através de picada de mutucas e das moscas dos estábulos; materiais contaminados com sangue infectado como agulhas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além da placenta, colostro e acasalamento.

PREVENÇÃO

O controle da doença faz parte do programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE) estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Todo o procedimento de coleta, realização do exame e emissão de resultados só pode ser desenvolvida conforme a legislação.

O exame de AIE é realizado através do teste de IDGA (Imuno Difusão em Gel de Ágar, aprovado para Diagnóstico da AIE). Quando o resultado for POSITIVO o laboratório irá encaminhar imediatamente o laudo ao órgão Fiscalizador de Defesa Sanitária Animal.  O animal deverá ser isolado e, posteriormente sacrificado, pois é disseminador da doença.

Não há tratamento efetivo ou vacina para a doença. O animal infectado torna-se portador permanente da doença, sendo fonte de infecção.

ANÁLISE DE ÁGUA
 

A água é um recurso essencial para vida, a saúde, os alimentos, o desenvolvimento econômico e o meio ambiente. É de grande importância monitorar a qualidade da água, pois nela possui características físicas, químicas e biológicas que interagem individualmente ou coletivamente na produção.  

O LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE ÁGUA DA RBVETT REALIZA ENSAIOS FÍSICO QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS PARA: 

- Análise de Água para Piscicultura
- Análise de Água para Irrigação 


PARÂMETROS PARA FÍSICO–QUÍMICO  

- Alcalinidade 
- Amônia
- Condutividade Elétrica
- Demanda bioquímica de oxigênio (DBO)
- Demanda química de oxigênio (DQO)
- Ferro 
- Fosfato         
- Materiais flutuantes
- Nitrato
- Nitrito
- Oxigênio dissolvido
- pH
- Sulfato 
- Sulfeto 
- Turbidez


PARÂMETROS PARA MICROBIOLÓGIA 

- Coliformes Totais
- E. colli

ORIENTAÇÃO DE COLETA ​

VOLUME A SER COLETADO

Para análise físico-química coletar de 1 a 2 litros em embalagem stéril. A embalagem pode ser garrafa plástica (polietileno) ou de vidro.
Para análise microbiológica deve ser coletado no mínimo 500ml em embalagem stéril, frascos de vidro esterilizados ou sacos do tipo “whirl-park’’

QUALIDADE NO PROCEDIMENTO DE COLETA

Recomenda-se aos coletores fazer assepsia nas mãos com álcool 70°GL, e não fumar, não falar ou comer durante o procedimento da coleta de amostras. Devera também adotar o uso de EPIs (luvas, avental, mascara etc.) com vistas à proteção da amostra e também do próprio coletor, no caso de águas suspeitas de contaminação. Dever-se-á utilizar um par de luvas de procedimento para cada ponto de coleta, no caso das analises físico-químicas, as luvas não deverão ser lubrificadas com talco. Os frascos de coleta deverão permanecer abertos apenas o tempo necessário para o seu preenchimento e ser mantidos ao abrigo do sol. 
 

- Coleta de amostras em poços: deve-se deixar escorrer a água parada na canalização para depois coletar a amostra. (cerca de 2 a 3 minutos de escoamento);
- Coleta de amostras em nascentes: deve-se tomar cuidado para não levantar resíduos no momento da coleta (ex.: folhas, solo, etc.); 
- Coleta de amostras em rios e lagos: a água deve ser coletada a cerca de 30 cm de profundidade em vários pontos do corpo de água.


Após coletada, a água deve ser acondicionada em garrafas de polipropileno esterilizadas, lavando-as três vezes com a própria água de coleta.


PRESERVAÇÃO E ENVIO DA AMOSTRA

Refrigeração – Manter as amostras entre 1°C e 4°C preservara a maioria de características físicas, químicas e biológicas em curto prazo (< 24 horas) e, como tal, e recomendado para todas as amostras entre coleta e entrega para o laboratório. E recomendado para amostras microbiológicas ser refrigerada entre 2°C e 10°C. O gelo pode ser rapidamente usado para resfriar amostras para 4°C antes do transporte. As barras de gelo reutilizáveis são preferidas em vez das de gelo solto. Lembre-se: o gelo não deve entrar em contato com as amostras.  O intervalo entre a coleta e a análise deve ser de no máximo 24h para análises bioquímicas e de no máximo 10 horas para análises microbiológicas. 


COLETA PARA ANÁLISE MICROBIOLÓGICA

1. Identificar o frasco ou saco de coleta com os dados da amostra;
2. Fazer desinfecção da torneira com álcool 70% ou hipoclorito de sódio para eliminar qualquer contaminação externa;
3. Abrir a torneira e deixar a água escoar durante 2 a 3 minutos. Deixar à torneira a meia secção para que o fluxo seja pequeno e não haja respingos. Remover a tampa do frasco com todos os cuidados e assepsia, tomando precauções para evitar a contaminação da amostra pelos dedos, luvas ou outros materiais.
4. Segurar o frasco verticalmente próximo à base e efetuar o enchimento, deixando um espaço vazio de aproximadamente 2,0 cm da borda, possibilitando a homogeneização correta antes do inicio da análise. Fechar imediatamente o frasco após a coleta;
5. Acondicionar a amostra coletada em condições adequadas para transporte, colocando-as em caixas térmicas, contendo gelo reciclável;
6. Enviar amostra ao laboratório.

OBS: Procedimento obrigatório para análise microbiológica. sempre coletar primeiro, amostra microbiológica e só depois a físico-química.

COLETA PARA ANÁLISE FÍSICO-QUIMICA

1. Enxaguar o frasco por 3 vezes com a própria água a ser amostrada, este procedimento não é necessário quando se utilizam sacos ou bolsas plásticas.
2. Encher o frasco completamente. A presença de ar no interior do frasco é indesejada. Se for utilizado saco, encher até a marca indicada;
OBS: NUNCA UTILIZAR EMBALAGENS REUTILIZADAS DE REFRIGERANTES OU PRODUTOS QUÍMICOS.

Em caso de dúvidas sobre a forma correta de se coletar uma amostra, pode entrar em contato com o setor técnico do laboratório, será um prazer auxilia-los em suas coletas.

 

Fone: (69) 3443-6046   |   (69) 9 8431-6047

Segunda a Sexta   -   08:00 às 12:00   |   14:00 às 18:00

Avenida São Paulo, 2337 - Cacoal, RO